quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Encontrando-se em Meio a Multidão.



Joanna de Angelis  -  Autodescobrimento

Dra. Paula Previato Roja

Joanna de Angelis no livro "Autodescobrimento" (Divaldo P. Franco – ed. Leal, pág. 23) traz a seguinte mensagem:

"idéias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos autopurificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestão, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã - geradora de ansiedade - do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.."

           Estamos aqui diante de um processo bastante interessante, chamamos de psicossomática, ou de somatização. Este processo, que é natural em todo ser humano, na verdade surge como um auxiliar, um mecanismo que nos ajuda a identificar que algo não vai bem e precisa ser modificado.

           Nosso psiquismo, originado na alma antiga e perene, traz guardado nos arquivos do inconsciente todos os registros das sucessivas encarnações. Nestes arquivos não se encontram apenas os fatos, mas principalmente as emoções e as interpretações que fazemos desses fatos, ou seja, nosso entendimento racional e emocional de cada situação vivida. É sabido que determinadas emoções causam constrangimento, ressentimento, dor, mágoa, etc. Algumas dessas experiências causam verdadeiras cicatrizes na alma, que precisam ser elaboras e superadas ao longo do tempo.

           Elaborar e superar significa dar um novo entendimento e significado à cada situação. Entram aí os recursos do perdão, da conscientização, da tolerância, da superação, da paciência e assim por diante e vários outros recursos que ajudam a liberar a carga emocional (negativa) contida e alimentada em cada uma dessas situações.

           Mas nem sempre nos sentimos prontos para tomar consciência de uma mágoa muito profunda, de um ressentimento, de uma culpa, etc. Muitas vezes gostaríamos de "deixar para a próxima" para resolver determinados problemas. E quando isso acontece, é o organismo físico quem sofre, pois toda carga emocional (energia – negativa) é transferida para o corpo e começa transformando, de forma agressiva, o sistema de funcionamento orgânico.

           Temos duas situações a serem analisadas. A primeira é quando a doença surge como um mecanismo de purificação da alma. Outra situação é quando estamos nos negando e tendo dificuldades em tomar consciência de emoções negativas que estamos alimentando, aqui e agora, nesta exata encarnação.

           No primeiro caso houve um acordo pré-encarnatório no sentido de utilizar este recurso como purificação de problemas do passado e que precisam igualmente de elaboração para facilitar a vivência e a superação do momento doloroso.
          
           E no segundo caso a psique inconsciente envia ao corpo o sintoma como alerta, recado ou mensagem para que a pessoa tome consciência do que esta fazendo e modifique sua conduta para uma atitude mais assertiva e saudável.

           É importante ressaltar que a doença, seja qual for, reflete o estado da alma. Assim como a saúde, o bem estar e os estados de paz e tranqüilidade que experimentamos.